Habitado por fantoches
Ele costumava acreditar em verdades superficiais
Coisa que tolos fazem
Um dote de ignorância na bagagem
E as velhas lendas que narram o final feliz
Aquele que um dia eu fui
Pergunto-me por onde anda aquele coitado
Pouco sei, além de que ele não voltará
Prometi-o que nunca mais deixaria ninguém destruí-lo novamente
E desde então, tornei-o em quem sou
Fiz das cinzas o meu cimento
E me reergui novamente
Consequentemente, frio e incrédulo
Ainda sinto falta da inocência que me foi roubada
Mas já não posso dar espaço à distração
Somente seguir em frente
O que talvez me distancie cada vez mais de mim mesmo
Contudo, não significa que perdi meus princípios
Ou tenha negado os meus valores
Eu apenas vesti a minha armadura
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